19/09/2014

Oficina de Grafiti, com Baga (Salvador)

Em 2001 conhecendo a Arte do Graffiti por meio de uma Revista, Hilton Oliveira (Baga como é conhecido nas ruas de Salvador) decide aprender essa Arte de rua que hipnotiza os jovens. Desde então o Artista Baga não parou mais, dedicando-se em seus trabalhos e estudos artísticos.
Nessa caminhada já passou por estados e Cidades como: Paraiba, São Paulo, Juazeiro do Norte, Pernambuco , Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Fortaleza. Observando seus trabalhos vemos que o Artista é bastante eclético,com uma visão liberta de padrões, técnicas ou até mesmo estilo.
Baga se destaca no cenário do Graffiti solterapolitano por suas obras serem ricas em detalhes e com cores vivas e contrastantes. Perfeccionista e dedicado no que faz, continua buscando cada vez mais evolução, tanto na arte como em vida.​
A oficina no XIII Caruru de Ibeji e as Pedagoingas foi pensada em duas etapas: A primeira será desenho observativo, letras e sombra projetada; a segunda será tom e sobre tom, pintura com lápis de cor e live paint com o Grafiteiro (Baga) mostrando técnicas e manuseio com a lata de spray.

PÚBLICO: de 10 à 16 anos.
Vem pra cá, vem pedagogingar!


Oficina Criativa Ka Naombo, com Adriana Ka Naombo Silva

O XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas recebem mais uma belíssima oficina para abrilhantar e estimular a criatividade dos nossos pequenos e pequenas: 

Oficina Criativa Ka Naombo: Criação livre, marcadores de páginas e enfeite de lápis.
Facilitadora: Adriana Ka Naombo Silva

Irmã de Patrícia. Juntas formam a Ka Naombo e confeccionam bonecxs espelhadas em Carlas, Marias, Joãos e quem tem coragem de levar na pele a cor da noite. Nesta Oficina, mostrará seu trabalho e ajudará as crianças a criar livremente a partir de seus espelhos.


"Eu sou a parte livre do Ka Naombo. Eu quem viajo; eu quem exponho; eu quem posso ir à praia para produzir. Mas eu e minha IRMÃ somos almas gêmeas."


"(...) quando estou bonecando a minha alma transcende de tal forma que tenho certeza que isso me dá equilíbrio."

PÚBLICO: Crianças a partir de 10 anos

VEM PEDAGOGINGAR, TRAZ SEUS ERÊS!


Oficina: Menina Bonita do Laço, do Torso e do Turbante | LEITURANÇA

Lançamento da nova Oficina do LEITURANÇA | CEPESAfro

Oficina Infantil de Torsos e Turbantes para crianças de todas as idades, até aquelas que já nasceram há muito tempo... É para meninas. Mas é também para meninos!

Facilitadoras:
Carol Cruz, Esteticista Afro formada pelo Ilê Aiyê, especialista em amarrações de torsos e turbantes e roupas, como forma de (re) afirmação e valorização da beleza afro, com ênfase na mulher preta.

''Turbante by Carol Cruz. Uso recomendado para rainhas''. Foto: Fafá Araújo


Carla Antelante, Pedagoga, Contadora de Histórias, curiosa das amarrações de torsos e turbantes afro.

''Leiturando''. Foto: Fafá Araújo
Achou que acabou??? Ainda tem mais!!!

Desfile Afro-Real
Participação de todxs que fizerem parte da Oficina Menina Bonita do Laço, do Torso e do Turbante | LEITURANÇA


Pedagoginga é educação, é afirmação, é tambor, ancestralidade, empoderamento!

Vem pedagogingar com a gente!


18/09/2014

Palestra: Espiritualidade e Bioética na saúde, com Fabrício Silva


Acadêmico do curso de odontologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB-Campus Jequié, Fabrício Silva é bolsista de Iniciação Científica no Projeto ‘‘A Influência da Bioética e Espiritualidade na Saúde’’. Tem experiência na área da Saúde, com ênfase em Saúde Coletiva e Preventiva. Também faz parte de diversos movimentos sociais, atuando na construção da identidade cultural e social dos afro-brasileiros.
‘‘Sou natural de Vitória da Conquista e vivo o racismo na pele todos os dias, pois o curso universitário que faço é muito elitista. Sou negro, sou pobre e tenho muita autoestima para passar aos nossos irmãos de cor!
Eu me inspiro muito na luta de classes travada pelo intelectual negro, Patrice Lumumba, pois ele foi persistente como eu e lutou até o final pela liberdade do Congo. Então salve, salve e muita luz aos nossos irmãos de cor!’’
Fabrício trará as seguintes atividades para a nossa pedagoginga:
-Palestra sobre saúde bucal;
-Hábitos saudáveis;
-Palestra sobre controle da pressão arterial;
-Palestra sobre Espiritualidade e Bioética na Saúde;
-E beat box!!!!!!

Vem pro nosso Ylê, traz os seus erês, vem pedagogingar!



17/09/2014

XIII Caruru de Ibejis e as Pedagogingas 2014

Oficina de Hip Hop com o Grupo ELO

O Grupo ELO nasceu em 2012 da necessidade de jovens mulheres se reafirmarem e serem protagonistas daquilo que já vinham fazendo a anos pela cultura Hip Hop. Jovens militantes e atuantes da cultura, resolveram se unir em torno do Elemento RAP e solidificar ações de fortalecimento e combate ao machismo, ao racismo e todo tipo de discriminação.

Preocupado também com o contexto social e politico, o Grupo ELO se coloca como propulsor de mudança e atua na direção de um espaço cultural, intitulado Espaço da Cultura Hip Hop U-ELO, que tem como objetivo levar a cultura hip hop aos jovens como uma arma libertaria que resgata e mostra uma alternativa, por meio de oficinas e debates, à aqueles que são privados do acesso as politicas publicas.

O Grupo ELO tem como foco principal o resgate e a disseminação da arte através da cultura Hip Hop."

Durante o XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, o Grupo ELO oferecerá:
-Oficina de Hip Hop. *Historia do hip hop (contada em forma de fábula)
-Exercícios de rima.
-Aula de Break Dance (Iniciantes).
-Montagem e apresentação de uma pequena coreografia.



16/09/2014

Oficina de Cinema in MOV, com Camila Mota


A oficina Cinema in MOV, visa desenvolver com crianças e adolescentes micronarrativas feitas com câmera de celular, e que de maneira geral falem sobre o ambiente em que vivem e ao qual pertence, mostrando de forma documental ou ficcional os seus sonhos e seus desejos, uma oficina que visa e busca a inclusão social.
Camila Mota é produtora audiovisual, Bacharela em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Finalizou a pesquisa: Redenção (1959) um estudo sobre seu processo de restauro. Foi bolsista Pibex durante dois anos da faculdade, no projeto Cine Cachoeira, revista Cinematográfica da UFRB. Nos dias atuais é coordenadora e oficineira no projeto CINEMA IN MOV, e desenvolve a pesquisa: Quintas Dancehall: um movimento cultural da 3ª diáspora em Salvador.

Vem pedagogingar com a gente!


Pedagogingas e o Caruru de Ibeji... “ancrestraliza nossa forma de aprender!”





A história da Casa do Boneco é um caminho em construção. Caminho de aprendizagem. São quase 3 décadas de trabalho, a sensação é apenas de começo, mas algumas coisas já foram aprendidas, reapropriadas. Nada de graça. Ginga e muita raça. Raça – raiz – sankofa. Não queira medir o grau de melanina. Inútil. No atual sistema, quanto mais escuro, mais invisível. O branco não é apenas visível, é amado, defendido, honrado, privilegiado. Se você tem pena de uma torcedora gremista, eu não sinto muito, mas você deveria medir o grau de sua miopia.


Hoje, eu e Uil, um menino negro de 5 anos, meu filho, cruzamos com um jovem negro, andando na quebrada, na mandinga, com uma caixinha de som ao lado. Sabotagem no play. “Mãe, é essa a música boa, né?”. Mediante as sonoridades sobressalentes daqui da perifa, entre as dezenas de igrejas evangélicas, as sirenes de ambulâncias e viaturas mais os desastres musicais sexistas e machistas, todas as vezes que eu passo e vejo um  guri ouvindo rap, meu coração sorri de esperança. Zumbi está presente.



 



A educação formal, a mídia dominante, a sociedade conservadora reforçam e reproduzem o racismo. Quais as saídas de uma perspectiva para nossas crianças, senão a nossa própria vida se convertendo na militância urgente de nossas dores e de nossa festa?






Pedagoginga é o rap tocando pra gurizada aprender a se defender... é o tambor batucando para aprender a rezar... é folha para curar... é boneco encenando pra pretinha aprender a se enxergar, é a trança e a dança, é a dança da trança de aprender a se amar! Caruru é Pedagoginga!







As pedagogingas são o avesso da frustrada década da lei 10. 639, que vai fazer 11 anos de idade e daqui a pouco já vira uma adolescente inútil! A nossa escola é o terreiro daqui sob o teto das mangueiras. Nossos doutores, os griôs. O nosso canudo é a biriba. Subversão. Então ginga, por que nem a urna, nem o Estado responde nossa urgência. E eu não estou falando de carência. Você sabe o que é consciência? E eu não estou falando de esmolas. Você sabe o que é genocídio?







A Casa do Boneco quilombizou sua forma de aprender e as Pedagogingas concentram um jeito comunitário de ofertar o melhor de nossa existência, de nossas ciências, artes e mandingas.
Então fila aula, adianta o trampo, dá aquele zignal... Vem gingar a vida aqui na Casa por que o dia das crianças é em setembro, tem nome de Ibeji, é começo de primavera e tem fartura de alimento,caruru, doce, incenso, colorido!

Vem com a gurizada passar a semana de 23 a 28 de setembro por que o tempo da infância, é irrecuperável! Por que a nossa vida é irrecuperável! E por que temos que fazer Palmares de novo!









Axé,
Say Adinkra, mas meu nome também pode ser Jorge Rasta, Dania Jeje, Glauber Elias, Hugo Xoroquê, Nana Queiroz, Nego Jorge, Gominho, Thiago, Orunmilá, Lori Mafoane, Juscely Magalhães, Preta Ashanti, Beatriz Odara, Bianca, Nátali Mendes, ou simplesmente Uil Xapanã!. Escolha qualquer nome  para essa autoria. Ubuntu. É tudo nosso!




Oficina de Literatura Infantil com Larissa Pereira

''Era uma vez...a minha história.''

A oficina trará para o XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas a discussão acerca das representações africanas e afro-brasileira na literatura infanto-juvenil/infantil. A vivência do tema se dará por meio da leitura e análise de textos literários que circulam no cenário escolar mediante processos de identificação e problematização de construções identitárias recorrentes nos textos voltados para o segmento infanto-juvenil/infantil.

Larissa Pereira é professora e atua na Rede Estadual e Municipal de ensino (Itabuna) como técnica em Educação para as Relações Étnico-raciais. Também é coordenadora do ‘‘Coletivo A Coisa Tá Ficando Preta’’, grupo voltado à reflexão sobre as imagens da população negra através da linguagem publicitária e educacional.

Tem educação, tem ancestralidade, tem afroetinicidade, tem revolução... tem pedagoginga. 

Vem pra cá e traz seus erês!



15/09/2014

Oficina de iniciação ao canto com Mariana Bittencourt

A programação do XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas será agraciada com duas oficinas de iniciação ao canto, ministradas por Mariana Bittencourt (Salvador):

“Conta para todo canto”
Seguindo os valores da tradição africana e buscando na herança religiosa a figura das mães do canto, difundir e estimular entre os aprendentes os princípios de uso da voz como: aquecimento, articulação, extensão e percepção vocal.
Publico-alvo: adolescentes, adultos.


 “Cantiga de Erê”
Através do universo lúdico infantil e da contação de histórias (griô), possibilitar a sensibilização da criança para a estética musical. Utilizando-se de canções da tradição afro-brasileiras, possibilitando o reconhecimento das possibilidades para o canto.
Publico-alvo: crianças.

Em breve divulgaremos a programação completa, com todas as oficinas e demais atividades do nosso encontro. Dúvidas e demais informações, através do email: 3pedrinhas@gmail.com



11/09/2014

Bate-Papo sobre RAP e Improviso no XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas

Teremos a presença de ELVIS KAZPA (MC) para um bate papo sobre RAP e IMPROVISO e uma Oficina de Rimas.

KAZPA participou da Bienal do Livro da Bahia com esse mesmo projeto. É campeão de 14 torneiros de Batalha de MC’s em Salvador-BA, integrante do grupo IN.VÉS, acabou de lançar o seu disco solo ‘‘Mestre de Cerimônia’’ e também é produtor de eventos.


Vai ficar de fora? #VemPraCá

Em breve a programação completa!
    

06/09/2014

XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas

É chegada a hora de saudar nossos erês, celebrar os Ibejis, a vida, a ancestralidade africana!

Setembro chega, e com ele os ares de renovação das energias para seguir lutando por um mundo mais do nosso jeito, e essa revolução começa com a infância. Novamente aqui estamos, arrumando a Casa e preparando nossos corações para o acontecimento que inicia e encerra os ciclos do nosso Ylê.

O XIII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, que acontecerá de 23 à 28 de setembro na Casa do Boneco de Itacaré, proporciona dias de aprendizados, através da troca de saberes com os mestres e mestras da tradição afro-brasileira. Essa troca alimenta a história e a trajetória do povo preto, sua cultura, o saber ancestral, a religiosidade, a musicalidade utilizadas em prol da educação das nossas crianças e jovens. Tambor e Ancestralidade é o eixo temático que norteará as atividades, envolvendo oficinas, rodas de tambor e conversa, apresentações culturais, tudo culminando na celebração religiosa do Caruru.

A programação envolve também o II Trecho do Projeto Três Pedrinhas, onde a produção e a musicalização dos tambores afro-brasileiros se farão presentes, além da produção de programas de rádio, do vídeo-documentário e do Jornal Orí.
Convidamos à todas e todos a participarem desse grande encontro, para mais uma vez saudarmos nossas crianças e nossos ancestrais, na materialidade e na espiritualidade.


Em breve mais informações sobre a programação!


26/08/2014

Lançamento Oficial do Kit Quilombo Incena



No último domingo (dia 17) aconteceu na comunidade quilombola da  Lagoa Santa (Ituberá-BA) o lançamento oficial do Kit Quilombo Incena, conteúdo resultante da última edição do projeto que aconteceu no final de 2013 na mesma comunidade. O resultado material é apresentado através da exibição do vídeo-documentário ‘‘Nosso Lugar’’ produzido durante as atividades do projeto, e será distribuído através da Associação Renascer Quilombola da Lagoa Santa.







O kit é composto pelo catálogo que reúne uma pesquisa riquíssima de referências do cinema negro no Brasil e no mundo, e o dvd com 4 mídias contendo os curtas: ‘‘Nosso Lugar’’ (documentário produzido na própria comunidade durante a última edição do projeto), ‘‘Pode me chamar de Nadi’’, ‘‘Vida Maria’’ e ‘‘Malunguinho’’; e os filmes: ‘‘Quilombos da Bahia’’, ‘‘Terra deu, Terra come’’ e ‘‘Encontro com Milton Santos’’.




‘‘Esse vídeo ai serve pra nos manter fortalecidos, através dessas políticas que não chegam até a gente, pra falar com autoridade: está aqui a verdade e nós conseguimos!’’ (Seu André ''Catixa''- morador e liderança comunitária da comunidade quilombola da Lagoa Santa)



O objetivo da circulação desse material é de trabalhar com ferramentas tão poderosas como o audiovisual e o cinema para a representação do povo preto e das comunidades tradicionais, cujo espaço é completamente deturpado e até mesmo invisibilizado nos meios de comunicação hegemônicos. Atuando numa perspectiva de conteúdo educativo, esses materiais contribuem para a manutenção da identidade dessas comunidades, além de serem instrumentos de formação política.