03/06/2012

Encontro Orí de Enfrentamento do Racismo debaterá o ECA e a Infância negra!

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Encontro Orí de Enfrentamento do Racismo debate sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e infância negra, tendo como mediadora a diretora da CBI Say Adinkra, o debate reuniu a pedagoga e contadora de histórias negras Paula Azeviche – SSA, a Psicopedagoga Joselita Santana e o Arte educador e grafiteiro Jamilson Sousa, O Ministério
Público e o Conselho tutelar, convidados para o debate, não compareceram.
O Debate passeou por muitos depoimentos que encontraram as trajetórias pessoais dos debatedores e do público presente, abordando questões centrais da autoestima, da discriminação, da educação formal e informal, do trabalho infantil e das vidas do povo negro, cuja qualidade e dignidade quase sempre são sequestradas na infância. O debate durou 4 horas, foi rico, emocionante e participativo. Infelizmente nenhum membro do Conselho Tutelar, do Poder público e o CMDCA compareceu. 



31/05/2012

Feriadão promete em Itacaré: Ófin Erê na Casa do Boneco! Confira a programação!


Programação:

Dia 07 / quinta feira / 18h: Encontro Orí de Enfrentamento do Racismo debate o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Infância Negra - com educadores, profissionais da educação e professores -  entrada livre
Debatedores:
Paula Azeviche - Pedagoga
Joselita Santana - Professora
Jamilson Sousa - Arte Educador
Joanice dos Santos - Conselho Tutelar de Itacaré


Dia 08 / sexta feira / 9h: Intervenção lúdica de teatro de bonecos - diálogos do ECA

                                  13h - Intervenção estética de grafite com a participação dos grafiteiros: Rildo Foge, Baga, Fik's, Gringo

                                  19h - Exibição audiovisual: Toiles de Jean-Michel Basquiat. e Pixação São Paulo

Dia 09 / sábado 9 ás 12 - 13:30 às 17h - Intervenção estética de grafite com a participação dos grafiteiros: Rildo Foge, Baga, Fik's, Gringo e Drico
                   
                                       20h Noite cultural - Encontro de músicos de Reggae e  Hip Hop

Dia 10 / Domingo 9h - Encerramento dos trabalhos / roda de conversa / tempo livre




 Intervenção de teatro de bonecos, atividades com desenho e grafite, a música do rap e muito conteúdo que dialogou ancestralidade e Estatuto da Criança e do adolescente: O Ofín Erê foi um sucesso! Com a participação dos grafiteiros, Gringo, Baga, Rildo e Jamilson, onde foram transmitidos técnicas de introdução à arte do grafite para crianças e jovens deItacaré, Itabuna e Ubaitaba e dos Quilombos de Serra de Água e Lagoa Santa, o resultado final da oficina foi uma rica intervenção de arte nos muros da instituição.
No sábado à noite aconteceu ainda a noite cultural à luz de fogueira com belíssimo freestile dos Mcs Baga, Gringo, Negus Jorge, Bruno Congo, Timotê, Bruno Suspeito e Tuga e a participação do Dj Jef ( Banda O Quadro ). A continuidade desta atividade acontecerá em setembro durante o Encontrinho Ylê D'erê de 26 a 30 de setembro.







Audiência Porto Sul em Itacaré: "Governo BA-MIN" subestima a inteligencia e lucidez das pessoas...



A Audiência do Porto Sul em Itacaré dia 29 de maio mais uma vez foi palco do teatro do Governo da Bahia/Bamin, nenhuma resposta técnica satisfatória foi dada, todas as perguntas tecnicamente perguntadas por quem também estuda a área resultaram em respostas incoerentes, pouco precisas e falaciosas. Com a compreensão que eles subestimam nossa capacidade de lucidez e raciocínio, a BAMIN nos apresenta um projeto feito a partir de diagnósticos marcados por "ausencia de fontes de dados, metodologias incoerentes, ausência de data ou dados com datas defasadas". daí a conclusão que não temos como termos respostas se eles foram imprudentes, irresponsáveis além de anti éticos. Para compor o palco, o MLT, a Coeso, Sindicatos e grupos comprados juntamente com quem cegamente apoia o PT, estavam lá com grito de ordem, comunicando que Porto Sul também significa reforma agrária e combate ao extermínio da juventude negra (pasmem!!). Diante da palhaçada, afrontamos, afrontaremos sempre! Não cobrem respeito se vocês comprometem nossas lutas e nossa dignidade.

O mesmo modelo de desenvolvimento colonizador estuprador dos recursos naturais, poluidor e reprodutor de desigualdade está posto... aí foi morador pra lá dizer-se feliz pelo curso de pedreiro que ganhou... o outro foi pedir que tenha vagas para negros nos altos cargos do empreendimento, o outro, quer fazer parte do projeto como pescador, (pra se transformar em que já que a pesca vai ser inviabilizada?), o outro acredita mesmo que a mina de talentos reduz extermínio da juventude negra e a Bamin, que vai desmatar, comprometer o ar e a paisagem, que vai poluir as águas, estrangular a estrada, e que, com um simples vazamento de minério dos navios vai poluir nossas praias me diz que não vai ter impacto no turismo de Itacaré e que o turismo de negócios vai agregar...


    Existe um discurso retrógrado e defasado sobre desenvolvimento pelo governo do Estado em relação ao Porto, ao mesmo tempo que este se vale do que o Baiano, geógrafo e intelectual negro Milton Santos chama de tirania do dinheiro e da informação pra dominar uma sociedade a respeito da irreversibilidade do Projeto do Porto, que em seu texto e no parecer do Ibama de fevereiro de 2012 pode facilmente ser interpretado como um projeto irresponsável e incompetente do ponto de vista técnico, face às 164 páginas que o Ibama se debruça em apontar irregularidades, estudos superficiais, informações incompletas, metodologias inadequadas ou não apresentadas devidamente, ausencia de fontes de dados, de fontes de coletas, de datas, informações dispersas, dados defasados. Por exemplo, quando vai tratar de pescadores não foi fornecido o no de pescadores que existem no momento atual em cada comunidade, número e tipo de embarcações, tipo de pesca que predomina, número de tripulantes por embarcação, formas de partilha e custo da armação dos diversos tipos de barco para as principais pescarias.
    Assim se segue as colocações do Ibama diante de todo o parecer, o que nos faz concluir que os estudos do governo/bamin em relação a esse projeto é ficção, é mentira, ou senao é de uma profunda irresponsabilidade. Ainda assim, milhões são gastos com propaganda do porto e da ferrovia, diga-se de passagem, ferrovia irmã gêmea do porto paralisada várias vezes por inúmeras irregularidades técnicas de um traçado que aprece que foi feito no google maps e que agora explodiu a questão da corrupção.
    Se não existe um estudo profundo, tecnicamente competente de diagnóstico, não há norral que assegure nenhum tipo de mitigação. Me desculpe a franqueza, mas o governo subestima nossa lucidez e inteligencia. Como você vai mitigar, compensar um impacto que não está devidamente identificado?

Imagens que machucam: ajudem a divulgar!



“Imagens que machucam”: Quilombo Rio dos Macacos sob fogo da Marinha do Brasil – circule as imagens pelo país pra denunciar violação dos direitos humanos. Favor encaminhar para todos os veículos de comunicação possíveis!
http://jornalori.wordpress.com/2012/05/29/quilombo-rio-dos-macacos-sob-fogo-da-marinha-do-brasil-fotos-constrangedoras-lancam-o-desafio-de-circulacao-pelo-pais-pra-denunciar-violacao-dos-direitos-humanos/

Conheça e curta os Oguns Toques: https://www.facebook.com/OgumsToques

Mobilização Nacional pela Promoção dos direitos das mulheres e redução da morte materna






O Jornal Ori, lança uma série de cartazes pró Mobilização Nacional pela Promoção dos direitos das mulheres e redução da morte materna, inspirado no debate O Direito de Nascer bem com a parteira tradicional Suely Carvalho, escolha seu cartaz predileto no www.jornalori.wordpress.com, COMPARTILHE e vamos fazer a mensagem das parteiras circular o país, em nome da vida, da saúde que gera felicidade e da ancestralidade que tanta sabedoria oferece!



Projeto O Direito é Humano Promove debate sobre o Direito de Nascer Bem


O debate com Suely Carvalho na Casa do Boneco de Itacaré novamente nos põe na ordem do dia as questões da saúde da mulher, da autonomia em relação a seu corpo e ao parto e da crítica à popularização da cesariana. Mais que isso, contesta o modelo perverso de medicina e de serviço de saúde que temos, pois não se consegue humanizar o atendimento e as relações entre as pessoas. O debate conseguiu ainda tratar das peculiaridade do corpo da mulher negra e dar uma lição do quando a ancestralidade negra e indígena precisam ainda ser escutadas e valorizadas, principalmente na área da medicina. Como resultado do debate, foi lançada uma série de cartazes para fortalecer a mobilização do 28 de maio de luta pela redução da mortalidade materna e promoção dos direitos da saúde da mulher.

Suely Carvalho e sua netinha 
"Eu não sou enfermeira, eu sou parteira, eu nasci pra ser parteira, minha avó e minha bisavó foram parteiras e me deram essa herança"





Depoimento que emociona





"Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De vocês me lembro mais..."

Pense numa pessoa que está morrendo de saudade de vocês... Foram momentos maravilhosos, uma experiência ímpar que irei levar para o resto da minha vida. Um conhecimento que com certeza passarei para os meus filhos e netos. Agradeço a cada um de vocês por tudo




(Mari Mendes - estudante do IF de Itapetinga)


Programa de Educação Anti Racista retoma agenda com o IF de Itapetinga

Retomada a agenda de ações colaborativas no mês de abril entre o IF Baiano campus Itapetinga e a Casa do Boneco. As ações visam promover uma agenda de Educação Anti Racista e implementação da lei 11645. Com a coordenação da Professora Rose Oliveira e apoiada por um conjunto de educadores, a agenda novamente trouxe à Casa do Boneco e a Fazenda Quilombo D'Oiti, um grupo de estudantes, dessa vez de ensino médio que tiveram a oportunidade de participarem de oficinas culturais e debates que trazem temas fundamentais de igualdade, reparação, respeito às religiões do axé e combate ao racismo. O resultado é sempre muito amplo e significativo por que visivelmente nos depoimentos quando não inaugura uma reflexão impactante na trajetória de alguém, revisita e fortalece, ou desconstrói e incomoda velhas estruturas. Assim, seguimos em nossa missão de espalhar sementes pretas de idéias e fome de mudanças.

09/03/2012

Marinha do Brasil viola todos os direitos humanos do Quilombo Rio dos Macacos-BA. A situação é gravíssima e o governo é omisso!




A Mobilização Somos Todos Quilombo Rio dos Macacos, esteve organizada e atuante em mais um conjunto de ações nesse final de semana em Salvador e Simões Filho. A pauta era a mesma: a gravíssima situação de uma estúpida violência que o estado brasileiro através da Marinha do Brasil tem submetido o Quilombo de Rio dos Macacos, no município de Simões Filho BA. O motivo: A Marinha alega o direito de toda a área.

O Quilombo existe há mais de 200 anos naquele território, mas desde a década de 70, quando a Marinha instalou uma Base Naval nos seus arredores, os problemas aumentam a cada dia evidenciando ações criminosas e desumanas àquelas famílias. Há décadas a comunidade sofre os horrores de uma opressão que quase não se diferencia do regime escravocrata que os africanos e seus descendentes sofreram nesse país.

A comunidade vive privada dos seus direitos básicos:

insegurança alimentar – principalmente por serem impedidos de pescar e de cultivar em grande parte do território /ir e vir – a comunidade não tem livre acesso, todas as entradas e saídas são limitadas, passando por revistas cotidianas. Por conta disso a maioria das famílias, inclusive as crianças são analfabetas / Não tem acesso à energia elétrica / Não tem acesso à educação / Não tem acesso à saneamento básico



Mobilização Somos todos quilombo Rio dos Macacos

No último dia 27 de fevereiro, em reunião realizada na comunidade com a Secretaria Geral da Presidência da República, apesar da afirmação que o Quilombo não seria expulso de seu território, a nota que a União Federal divulgou dia 01 de março apenas adiou uma suposta expulsão pacífica por mais 5 meses. A nota tinha como título “ Governo assegura direitos do quilombo Rio dos Macacos”. Quais direitos o Governo, seus ministérios e a presidenta estão assegurando? Não é possível responder por que eles não existem. Não existe nem sequer um apoio mínimo, e afinal de contas, entendendo que a Marinha é representação do Estado Brasileiro, pode-se interpretar que a comunidade sofre um crime de Estado, um crime que acontece também sob vergonhosa inoperância das secretarias estaduais e ministérios que deveriam responder pela reparação da população negra.

Por um outro lado, a Bahia, por não ter governabilidade de um assunto de competencia da União, limita-se a sinalizar um conjunto de medidas para acesso dessa comunidade como alimento e água por exemplo. Porém essas garantias para quilombos sempre sofrem profundas e ridículas dificuldades burocráticas e de racismo institucional, o que gera poucas esperanças de uma ação a curto prazo. Para Elias Sampaio da Sepromi, Almiro Sena da Secretaria de Justiça, governador Jacques Wagner e Ministério Público Estadual fica reservado um vergohoso silencio.


A reintegração parou nesse domingo por ordem do Ministro Celso Amorim , após uma série de acionamentos do movimento, sobretudo em Brasília. O Movimento Somos Todos Quilombo Rio dos Macacos, presente e vigilante, foi determinante para uma barbárie não estar estampada nos noticiários dessa semana. Porém as represálias da Marinha à comunidade é dado objetivo e continua precisando de vigilância, denúncia e maior apoio.


No contraste, a vila militar que invadiu o território quilombola, tem todas, absolutamente todas as condições estruturais que são negadas à comunidade, num contraste vexatório. E apesar da Marinha do Brasil ter todas as condições de garantir um clima de segurança pelo menos no entorno de sua base naval, acreditem: é ela quem aterroriza a vida dos moradores há anos. Nesse último sábado, um idoso de 60 anos, voltando pra casa à noite, foi jogado ao chão e ameaçado de morte com uma arma na cabeça, tiros foram disparados aleatoriamente, este senhor, que prefere não ser identificado conta: “Me jogaram no chão e chegou um fuzileiro de moto e disse 'mata ele', me chamaram de vagabundo e chamaram minha cunhada de puta”. Durante o relato, outro morador complementa: “Eles derrubaram a casa de meu filho em 2007 e deram ordens que ninguém podia entrar na comunidade, nem repórter e nem advogado... Quando chegou a certidão da Fundação Palmares foi uma bomba, mas eles não querem dar o braço a torcer (…) A gente não quer a casa deles não, o invasor aqui não somos nós, pra você ter uma idéia eles chegam em quintais aqui e enchem seus carros de coco e vão embora, isso pra mim é roubo, eles dizem que a terra é da União, mas pra mim isso é roubo... ninguém aqui age assim, só eles...”

Constrangimentos cotidianos para entrar em sua comunidade

No domingo 04 de março, a Mobilização Somos todos Quilombo Rio dos Macacos, que agrega diversos movimentos negros e estudantis, além dos quilombolas de Rio dos Macacos, reuniu cerca de 300 pessoas que em caravanas seguiram para a comunidade num ato de solidariedade pacífico de doação de alimentos. Para espanto imediato, na manhã desse domingo na Base Naval, todo o cenário de desocupação estava montado: duas viaturas de policiais militares, 1 trator, e um reforço de 03 caminhões de fuzileiros dentro da comunidade, cercando toda a área. O clima era de guerra e continua sendo. Moradores também contaram que um policial havia dito que a desocupação aconteceria entre domingo e segunda.

Marinha tenta arma cenário pra desocupação, mas movimento impede

O Tenente da Marinha que recebeu o movimento, se recusou em ser identificado pelo nome, afirmou que não seria possível a entrada daquela quantidade de pessoas sob os seguintes argumentos: “ por que viraria manifestação”/ “por que tinha ordens do capitão pra não deixar entrar ninguém e ele poderia deixar entrar apenas 5” /“por ser uma área militar tem restrição” / “ as famílias da vila estavam assustadas com nossa presença”. Ao fim da negociação, entrou uma combi com 8 pessoas, entre elas 3 advogados para a entrega de alimentos, o outro contingente de pessoas tomaram um caminho alternativo para ter acesso à uma área mais periférica da comunidade onde puderam dialogar com parte da comunidade.


A semana se inicia com uma tensão para todo o movimento e a comunidade: quais os próximos ataques? A desocupação vai acontecer por uma vergonhosa e lamentável truculência da Marinha?

A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA ESTÁ PARA COMETER O SEU MAIS VERGONHOSO CRIME, MAS NÃO NOS CALAREMOS! NÃO PASSARÃO! A Mobilização Somos Todos Quilombo Rio dos Macacos conclama a sociedade civil, o direito internacional, todas as agencias de proteção aos direitos humanos, artistas, ativistas a serem mobilizadores dessa causa.

Contatos: AATR: 55-71-33297393 e-mail: aatrba@terra.com.br

Cine Quilombola - uma revolução de idéias quilombólicas