01/06/2009

Intercâmbio Cultural com Terreiro de Matamba

O nosso Mês de maio foi premiado pelo Intercambio cultural com o Terreiro centenário de Matamba Tombenci Neto no morro da Conquista em Ilhéus. Nossas crianças e jovens viveram intensamente 2 dias de atividades variadas como a visita guiada pelo memorial e pelo terreiro (foi como devassar um livro de história!), oficinas de dança e percussão, debate sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vídeos etno raciais, palestra com a Mãe Ilza, dentre outras.
Foi um momento muito importante para nossa entidade, tanto no que diz respeito ao fortalecimento de uma parceria importante da nossa identidade regional, quanto pela formação de cada membro que lá esteve. Nos sentimos orgulhosos de encontrar nossa cultura afro tão bem cuidada, nos sentimos orgulhosos de nos enxergar em tudo o que nós vimos, nos sentimos orgulhosos de termos essa oportunidade de aprendizado e inserir nossas crianças em atividades que certamente, vão interferir na auto estima e no olhar de cada um sobre a história, cultura e religiosidade afro de nosso território.

Em julho, receberemos a comunidade de Matamba em nossa Casa, para "dar o troco" de momentos felizes e de formação para nosso povo preto!
Saravá!















Agradecimentos:

À comunidade Tombenci Neto, na pessoa do líder comunitário Marinho Rodrigues, pela sua receptividade, luta e empenho e na pessoa de Mãe Ilza, pelo seu exemplo de saber, de beleza e de humildade...
Ao Ministério da Cultura, pelo Premio Ludicidade 2008 que nos permitiu organizar tão importante evento.


15/05/2009

Porto Sul – autoritarismo, desastre ambiental e desemprego no Sul da Bahia

Ilhéus, maio de 2009

O Governo da Bahia, de maneira obscura, anuncia a instalação de um complexo intermodal (porto, retroporto, ferrovia, aeroporto) na região da Ponta da Tulha, litoral norte de Ilhéus, desde janeiro de 2008. Mais recentemente, já se noticia siderurgia e usina nuclear no Sul da Bahia, sob as sombras do Porto Sul.

Tudo começou com a BAMIN, empresa transnacional que adquiriu a licença para explorar a jazida de ferro em Caetité, e com isso deseja escoar o minério para a China. Outros negócios minerais surgiram nos últimos anos, estimulados pelo mercado internacional, antes da crise.

Na verdade, o que existe é o projeto de um porto em alto mar em frente ao mirante de Serra Grande, com um pátio imenso para depósito de minérios, ao lado da praia e vizinha a Ponta da Tulha. Este pátio ocuparia mais do que o dobro da área da vila (a área cedida para a BAMIN é de 200 hectares, sendo 80 hectares de pátio para depósito de minério de ferro a céu aberto em pilhas, ou seja, 80 campos de futebol só para este fim).

Para viabilizar o negócio privado, o Governo da Bahia decretou de utilidade pública uma área de 1.780 hectares na APA da Lagoa Encantada, repassada para a BAMIN, sem custo para a empresa. O porto e a retroárea usariam equipamentos importados em sua maioria, e muito pouca mão de obra. Segundo a Bamin, eles contratarão no máximo 300 funcionários para operar as máquinas, e a maioria dessas pessoas deve vir de fora. Por outro lado, o governo diz, sem apresentar nenhum fato concreto, que este projeto vai gerar 10 mil empregos e mudar a cara da região. De fato, a face do Sul da Bahia pode mudar para pior. Projetos semelhantes como a extração de minério de ferro para exportação, em Minas Gerais, Amapá e no Pará (Carajás), pouco ou nada resultaram em melhorias na qualidade de vida da população. Quem lucra com isso são as empresas. Para o Brasil e seu povo ficam a poluição, a degradação social e ambiental, e a miséria de parcelas crescentes de sua população.

Especialistas contratados pelo Governo da Bahia afirmam que este projeto vai afetar para sempre a região, prejudicando o turismo entre Ilhéus, Uruçuca (Serra Grande), Itacaré, Maraú e Camamu, eliminando empregos. Pescadores e jangadeiros vão perder suas relações com o mar e as atuais oportunidades de trabalho. A poluição do minério de ferro se espalha pelo ar, rios e pelo mar, podendo prejudicar a saúde dos moradores de toda a região, com doenças pulmonares e de pele, além do ruído, que afetará vilas e ambientes naturais. A produção de pescado vai diminuir, afetando o custo de vida e a segurança alimentar na região. Para piorar, o governo tem dito que quer instalar uma siderúrgica e também uma usina nuclear. Se o ferro vai para a China, e a jazida de Caetité tem uma duração prevista de apenas 15 a 25 anos, porque fazer uma siderúrgica? Ou será apenas um mote para novos apoios, prometendo novos empregos e mais investimentos? Se a região tem vocação turística e moradores em toda a zona cacaueira, porque uma usina nuclear, que sabemos ter alto custo e risco elevado de saúde e segurança para a população? Porque não revitalizar o Rio São Francisco e re-potencializar as turbinas das usinas hidroelétricas que já existem?

O projeto da BAMIN, na APA da Lagoa Encantada, afeta a fauna e a flora do Corredor Ecológico entre o Parque Municipal da Esperança e o Parque Estadual da Serra do Conduru, entre Ilhéus e Itacaré, com riscos para espécies ameaçadas de extinção que vivem naquele local, como a preguiça de coleira, a lontra, o macaco prego de peito amarelo e muitas outras espécies da Mata Atlântica. A Lagoa Encantada, por outro lado, é um importante corpo de água com aproximadamente 24 km2 de área, é um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, organismo nacional que representa a UNESCO. Mesmo reduzida e muito fragmentada, a Mata Atlântica na região Sul da Bahia exerce influência direta na vida população que vive em seu domínio por meio da manutenção do fluxo dos mananciais de água, a fertilidade do solo, a regulação do clima e a proteção de escarpas e encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso.

Passados 16 meses da primeira noticia, o Governo da Bahia não fez qualquer tipo de consulta ou audiência pública, desconsiderando a autonomia municipal, passando por cima da sociedade civil, do Plano Diretor do município de Ilhéus, da APA da Lagoa Encantada, das comunidades e condomínios e dos projetos turísticos recomendados pelo mesmo governo para virem para a região. Comunidades da região de Caetité também estão descontentes e contrariadas com a mineração do ferro que vai destruir seus modos de vida e seus recursos ambientais, sem gerar benefícios para a maioria.

Não vamos aceitar que um projeto tão ruim e que vem sendo imposto de goela abaixo, ignorando a sociedade de Ilhéus e de toda a região. Nós temos uma economia que precisa de socorro e recuperação, e o Porto Sul vem para ajudar a enterrar algo de bom que ainda temos no Sul da Bahia.

Dicas Rede Mocambos

Pra quem gosta de desenhar aqui vai um bom canal de vídeo aulas
do software livre Inkscape.
http://screencasters.heathenx.org/
Passo a passo de diversas ferramentas e tecnicas di Inkscape.

Aqui você encontrará mais de 80 vídeos (episódeos), muito bom.
E você pode baixa-los para seu hd, pendrive, cd etc... e distribuir para
sua comunidade, oficinas etc...

Desenhe suas idéias!!!!
abraços
mx


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Técnico de Outro Nível - Daquele Jeito
Open Samento y Ossom - Criação Livre
o s y o c l
www.tamboresdeaco.org.br
Gnu/Africa

06/05/2009

Comunicado urgente

Prezados (as)

Amanhã, às 9h no centro de Convenções de Ilhéus o Governo do Estado junto com tecnicos responsáveis vão apresentar pela primeira vez o projeto do complexo Porto Sul (porto, aeroporto e ferrovia), uma proposta "dinossauro" que visa escoar minério do sertão da Bahia. Entendemos a contradição e incoerencia desse projeto para a paisagem, as pessoas e o turismo em especial do eixo Ilhéus - Itacaré. Só para se ter uma idéia, qualquer vazamento simples que costuma ocorrer em portos dessa dimensão poderá ser responsável por até 60km de praias poluídas, além disso, a estrutura desse complexo vai afetar a APA da Lagoa Encantada, o que fere a Constituição Federal pela lei da Mata Atlantica.

Mas enfim, o Governo do Estado já anuncia o Porto Sul como fato consumado na mídia.

Estamos mobilizando o Sul da Bahia, mesmo que de ultima hora, por que eles divulgaram isso essa semana, para comparecerem no Centro de convenções nessa QUINTA FEIRA 07 de MAIO 9H, para realizar uma pressao social a esse projeto.

Sairá um ônibus da praça do fórum de Itacaré 7:30h, temos poucas vagas disponíveis, para confirmar ligar para 9989 3069, e em paralelo quem puder ir por conta própria...

O DESTINO da nossa região estar dependendo DA NOSSA CAPACIDADE SOCIAL E EMPRESARIAL de DEFESA AO MEIO AMBIENTE E AO TURISMO. Do contrário, esse projeto vai ser aprovado...

05/05/2009

Intercambio cultural com os meninos e meninas da comunidade afro sul baiana - Ilhéus/Itacaré!

Evento do Prêmio Ludicidade/Pontinho de Cultura Ministério da Cultura

04/05/2009

A Casa faz o encontro do ECA com os professores de Itacaré!




Foi realizada nos dias 24 e 25 de abril a I Etapa do Encontro em defesa do ECA reunindo professores do Ensino Fundamental de Itacaré. Um trabalho realizado por Emenson Silva, trouxe para Itacaré assuntos importantes na relação dos docentes com os estudantes: disciplina e indisciplina na escola e a responsabilidades de pais, professores e comunidade com as crianças e adolescentes, todo o trabalho foi pautado no estatuto, tendo uma repercussão importante por que gerou reflexões inovadoras da postura dos professores na sala de aula, mexeu com o olhar dos mesmos para com os problemas cotidianos com os estudantes e gerou uma motivação mais sensibilizada com o papel da docencia.







Agradecemos ao apoio da Secretaria de Educação de Itacaré , nas pessoas de Juliana e Chico, pela parceria e desejamos que as outras etapas possam ser realizadas com êxito.




Esse foi um dos eventos resultantes do Prêmio Ludicidade/ Edital Pontinho de Cultura 2008 do Ministério da Cultura

23/04/2009

I encontro em defesa do Eca - Estatuto da criança e do adolescente


A Casa do Boneco de Itacaré realizará entre os dias 24 e 25 de abril o I encontro em defesa do Eca, tendo como público alvo 100 professores da rede pública do Município de Itacaré.
O evento terá como facilitador Emenson Silva - pesquisador da FAPESB - Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia ( título do projeto: CONHECENDO O ECA NO ENSINO FUNDAMENTAL ).
Os temas abordados serão:
* Exploração sexual infanto-juvenil - responsabilidade dos pais, comunidade e família referente à criança e ao adolescente,
* Disciplina e indisciplina na escola

Carga horaria: 16h - ( das 9 às 17h )

20/04/2009

Projeto Teatro na Roça

Oficia de Papel Machê



No dia 08 de abril a Casa do Boneco realizou na Comunidade Quilombola do Santo Amaro uma Oficina de papel machê, a qual particparam cerca de 50 pessoas entre elas crianças, jovens e adultos.



A oficina foi realizada com o intuito de proporcionar aos moradores daquela localidade uma técnica artesanal de fácil manipulação e baixo custo, onde utiliza-se papel higiênico, cola feita da farinha de trigo ou goma de mandica para substituir a cola branca.



Alcançamos os nossos objetivos, pois a mesma foi bem aceita pela comunidade, foi um dia bastantes construtivo, porque houve uma integração constate tanto dos jovens da CBI quanto os moradores do Santo Amaro.


Projeto Teatro na Roça

Intervenção na Comunidade Quilombola do João Rodrigues






A CBI realizou no dia 11 de abril uma intervenção artística - cultural na sede da Associação quilobola do João rodrigues.




Com o intuito de fortalecer a auto stima dos jovens da mesma, os quais em sua maioria não participam das atividades da comunidade.



Foi apresentado um espetáculo de teatro de bonecos, onde o texto alertava aos jovens sobre o futuro da associação com a ausência deles.





Após a apresentação pais e mães como Dona Dalila, Sr. Pé de Galo, saíram do local afirmando que nas próximas atividades da associação os seus filhos iriam está presentes e que se depender deles essa situação iria mudar para melhor.



Curso de Introdução à Permacultura e Ecoconstrução




A Casa do Boneco realizou entre o período de 30 de março a 05 de abril o " Curso de iItrodução à Permacultura e Ecoconstrução", na Fazenda Modelo Quilombo D'oiti, com a coordenação de Ronaldo Rodrigues da Silva, apoiado pelo Eco village Piracanga e Instituto Floresta Viva.
A fazenda Qiolombo D'Oiti também se propõe um espaço de formação com foco na sustentabilidade ambiental e comunitária, esse primeiro curso reuniu representantes das comunidades quilombolas rurais, moradores de Itacaré e jovens da CBI, abordando os temas:

*Ética e princípios
*Ferrocimento
*Água na habitação
*Construçõ em Terra Crua
*Planejamento permacultural
*Realidade Global e mudanças climáticas
*técnicas de ecoconstrução


Durante o curso, além da parte teórica, aconteceram atividades práticas: a construção de um tanque de ferro e cimento de 20 mil litros, com captação de água da chuva, tijojo de superadobe, bloco ecológico.



No encerramento foram entregues os certificados seguido de uma belíssima apresentação cultural com as crianças e jovens da CBI.