quinta-feira, 28 de junho de 2018

Inscrições abertas para XVII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas


A CBI abre inscrições para participação do XVII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas será realizado de 26 a 30 de setembro de 2018, na sede da Casa do Boneco de Itacaré (Rua Praia da Concha, nº 41). 

Instruções:

1- Preencha o FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO com as informações solicitadas e confirme o pagamento da sua inscrição enviando o comprovante por email ou Whatsapp ( contato abaixo ).

2- Tem interesse em comercializar produtos durante o evento? Preencha o Formulário para Expositores, confirme o pagamento da sua inscrição enviando o comprovante por email ou Whatsapp ( contato abaixo ) e garanta sua barraca. Obs: essa inscrição garante sua participação no evento. Encerram dia 15 de setembro, vagas limitadas!

3- A Casa do Boneco não dispõe de recursos para hospedagem, priorizando convidadxs, mestres e mestras, os demais participantes devem arcar com seu transporte e hospedagem. Todxs xs participantes terão direito a alimentação durante o evento;


4- O evento acontecerá, como nos anos anteriores, na sede da CBI (Rua Praia da Concha, nº 41 na ladeira da Concha, em frente a feirinha de artesanato).

5- Brinquedos, livros e alimentos serão recolhidos no ato do credenciamento.

6- Tod@s devem trazer seu kit alimentação (prato, copo e talheres).

7- Em breve será divulgada a programação completa do evento.


8- Temos indicações de hospedagens com desconto para quem participará do evento:

- Pousada Crystal: Celia 73 99821 3343 Email alinemimoso28@hotmail.com

- Pousada Itacaré: reservas@pousadaitacare.com.br

Envie seu comprovante de inscrição e/ou tire suas dúvidas:

E-mail caruru.pedagogingas@gmail.com,
Fone/whatsapp (73)99129-7924
Fan Page: https://www.facebook.com/CasaDoBoneco

Contribua com nossa Vakinha e fortaleça.

sábado, 23 de junho de 2018

CBI lança Vakinha para o XVII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas




Iniciamos nossa campanha de doações para o XVII Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, este ano com o tema: “30 ANOS DA CBI: Da desfolclorização à Escola do Tambor”.


30 Anos da Casa do Boneco de Itacaré e 17 anos do Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, um marco de luta e resistência de nossos valores ancestrais, de ruptura e enfrentamento dos modelos colonizadores e racistas. Contribua com essa celebração cultural que é dedicada à infância e juventude. Esse recurso será usado para financiar a alimentação comunitária durante os cinco dias das Pedagogingas.

FAÇA SUA DOAÇÃO EM NOSSA VAKINHA CLICANDO AQUI: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/xvii-caruru-de-ibeji-e-as-pedagogingas

Para aqueles que preferem fazer uma doação direta segue os dados bancários:

Banco do Brasil

Conta Corrente 8065-9 -

Agência 4105-x


ou


Caixa Econômica Federal

Conta Corrente 4643-0 -

Agência 4668 -

Op 013


Daniele dos Santos de Jesus




Informações:

(73)9 9129-7924
caruru.pedagogingas@gmail.com
Instagram: @casadoboneco.itacare


Confira neste link como foi o XVI Carurude Ibeji e as pedagogingas: http://casadoboneco.blogspot.com/…/xvi-caruru-de-ibeji-e-as…

quarta-feira, 23 de maio de 2018

VIII Canjerê Cultural




O Canjerê Cultural é um evento beneficente em prol do Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, voltado para a divulgação e difusão da cultura popular afro-indígena, organizado de forma comunitária pelo coletivo da Casa do Boneco de Itacaré-BA (CBI). Construído em rede por colaboradores e colaboradoras de diversos lugares do país, configura-se em uma forma de materialização do ideal pan-africanista de união entre nossos povos, para fortalecimento e celebração de nossa identidade. Realizado desde 2012, o Canjerê se consolidou como um espaço de produção cultural comunitária que aglutina diversas linguagens artísticas (circo, dança, música, teatro, culinária, audiovisual, artes visuais) em ações diversas de formação, de difusão cultural e de economia solidária.

O VIII Canjerê Cultural, será realizado em Itinga - Lauro de Freitas-BA, no próximo dia 10 de junho de 2018, Esta edição acontecerá na Cabana Cultural Mestre Fuscão, coordenada pela Cabana Cultural do Mestre Fuscão, Fúria Consciente, Bella forma e ND entretenimento em parceria com alguns artista, coletivos e empreendimentos de Itinga, na Rua Agenor de Jesus, nº26, Jardim Independência. 

Para mais detalhes acompanhe o evento criado no Facebook



SERVIÇO


O quê: VIII Canjerê Cultural
Data: 10 de junho de 2018 
Horário: 10H às 18h
Onde: Cabana Cultural Mestre Fuscão
Ingresso: R$5,00 + 1kg de alimento não perecível
Contato: (73)9 9129-7924 / (71) 9 8722-6712 / (71) 9 9155-6142 
Blog: http://casadoboneco.blogspot.com.br
Instagram: @casadoboneco.itacare
Fanpage: facebook.com/casadoboneco



sexta-feira, 27 de abril de 2018

CBI receberá turma de Geografia da USP para vivência sobre Geografia Quilombola!


Entre os dias 28 e 30/04 a Casa do Boneco receberá uma turma com mais de 70 pessoas do Departamento de Geografia da USP - Universidade de São Paulo. O receptivo fará parte de trabalho de campo que a turma estará realizando com a disciplina de Regional África, e a vivência proposta junto à CBI engloba Roda de Saberes sobre Geografia Quilombola, além de oficinas e cultural.



Confiram texto fornecido pela turma, que demonstra a importância dessa atividade:

‘‘Em nosso curso de Geografia, há mais de 10 anos essa disciplina não era ofertada. Assim, tivemos gerações de geógrafos e geógrafas que saíram da universidade sem terem estudado um continente extremamente complexo, rico em experiências e histórias e geografias que mal conhecemos: a África. Sabemos que 75% dos alunos e alunas formados em geografia da USP tornam-se professores e professoras... O que eles ensinam sobre a África em sala de aula?

Em praticamente todas as matérias da Geografia da USP, como “Geografia do Estado de São Paulo”, “Regional América Latina”, “Geografia Urbana” ou “Planejamento”, nós lemos autores europeus. Somos ensinados a comparar as cidades brasileiras com Paris, o camponês brasileiro com o camponês francês, a luta dos trabalhadores daqui com a dos operários ingleses. Por que as experiências, cidades, lutas ou modos de ser e viver dos milhares de povos do continente africano nunca são vistas como referência para que possamos entender a realidade brasileira? Por que os países da África nunca são apresentados em nosso curso?

Invisibilizar a complexidade do território e dos povos africanos, em poucas palavras, é racismo. É esse mesmo racismo que faz com que alguém chame ao outro de “macaco”, racismo que exclui ao povo negro das universidades, racismo que assassina a população negra e com ela, as suas formas de ser e de pensar.

Para lutarmos contra essa realidade, estamos realizando o trabalho de campo. Em nosso trajeto, iremos conhecer as resistências dos povos vindos da África que constroem suas comunidades e autonomias no Sul da Bahia. Conheceremos o Assentamento Terra à Vista, a Escola Agrícola Comunitária Margarida Alves, a Casa do Boneco de Itacaré e o Terreiro do Campo Bantu-Indígena Caxuté.

Finalmente, conheceremos “outras referências”: as comunidades tradicionais, os povos de terreiro, os diaspóricos do campo e da cidade, o povo preto que luta para reafirmar os nossos valores ancestrais. Gostaríamos de levar para a universidade a voz e a ação dos nossos verdadeiros mestres, esses que muitas vezes sequer sabem escrever, mas sabem mais do que qualquer intelectual quais são as saídas para a construção de um outro mundo, de uma outra geografia.’’

Acompanhem nossas redes sociais para ficar por dentro dos flashs da atividade!
Instagran: @casadoboneco




quarta-feira, 18 de outubro de 2017

XVI CARURU DE IBEJI E AS PEDAGOGINGAS - A ESCOLA DO TAMBOR

''Cozinhar o pensamento é cozir o quiabo e partilhar para o povo'' (Mametu Kafurengá)

O povo preto reunido pela 16º vez em torno do alimento ancestral - o Caruru de Ibeji - se aquilombou na Casa do Boneco entre 28/09 e 01/10 para cozinhar ideias e realizar as Pedagogingas, práticas educativas pautadas no imenso legado de saberes da cosmovisão afrikana. A Escola do Tambor é o projeto  de escola preta proposto como espaço de manutenção desses saberes e fazeres, validando os conhecimentos tradicionais transmitidos pelos mais velhos e os reconhecendo enquanto nossos professores. O jogo de búzios é nosso primeiro computador, o tambor a primeira internet, os fios de contas nossa matemática, a encruzilhada nossa pedagogia. Pensar e construir uma escola que dê conta de nossa existência enquanto povo foi o que nos moveu durante esses 4 dias de encontro, assim como é um compromisso para os outros 361 dias do ano. 

O modelo de educação convencional que está posto representa os saberes dos povos que nos dominaram, dentro de uma perspectiva racista e perversa de colonização em que brancos europeus subjugaram, exploraram, exterminaram de forma genocida indígenas e afrikanos. A escola convencional tem sido um espaço de reprodução desse racismo quando desconsidera a origem de todo conhecimento na Áfrika apresentando apenas referenciais brancos como a Grécia, quando segue uma forma de transmissão totalmente desconexa com a realidade vivida pelos educandos, quando nega a identidade negra e corrobora com a morte simbólica desse povo. Se essa é a escola que temos, qual é a escola que queremos? Que educação queremos? O mundo que queremos construir, cabe numa escola? 

As mesas, os djumbais (roda de conversa), as oficinas, as intervenções artísticas, os GT's, os rituais e toda vivência proporcionada pela arte do encontro foram ingredientes colocados nesse caldeirão, gerando um alimento que nos fortalece o corpo, a mente e o espírito. E nesse sentido, jovens, idosos, crianças, educadores, mestres tradicionais, artistas de rua, poetas, grafiteiros, pixadores, pretos e indígenas numa gira de saberes compartilhados vieram discutir, praticar, afirmar e multiplicar a pedagoginga da Escola do Tambor. 

A abertura das atividades foi na quinta a noite, começando com uma apresentação dos representantes dos grupos participantes. Em seguida na mesa de abertura, com o tema ''Relatos e experiências de escolas temáticas'', Hundira Cunha fala relata o histórico da Escola Agrícola Comunitária Margarida Alves (Ilhéus BA), destacando o protagonismo principalmente  das mulheres camponesas na luta pela educação e pontuando também a importância da autonomia desses espaços, seja financeira, de gestão e de conteúdo. O Taata Luangomina traz uma abordagem sob a perspectiva da pedagogia do terreiro, à partir da experiência na Comunidade de Terreiro Caxuté (Valença-BA), que hoje já agrega seu próprio espaço escolar e um museu de memória afro-indígena, ressaltando a importância da ocupação dos espaços acadêmicos com a nossa própria visão de mundo, nossas linguagens e simbologias. O mestre Jorge Rasta mediou o espaço e não podia deixar de dar suas pedradas, contra a sociedade racista que está posta e que tenta nos matar de todas as formas, trabalhar por uma educação diferenciada para nosso povo é garantir a sobrevivência no território inimigo, eis o convite a todas e todos se apropriarem dessa luta. 

A juventude preta, ativa e consciente, trouxe para o djumbai ‘‘A escola que precisamos para o mundo que desejamos’’ a importância de uma escola que leve em conta princípios comunitários, para além de discutir a escola como um espaço físico, mas refletindo o que deve ser oferecido de conteúdo. É preciso romper com o latifúndio do saber, que enxerga o conhecimento enquanto mercadoria, e construir uma educação diferenciada em todos os aspectos, referenciada nos mais velhos e carregada de nossa identidade. Experiências como a Biblioteca Comunitária Zeferina-Beiru, o grupo Resistência Poética, o Slam das Minas BA, a Escola Caxuté, o Grupo de Ação Interdisciplinar em Agroecologia- GAIA, movimento Hip Hop e Casa do Boneco são exemplos do protagonismo da juventude preta em ações comunitárias, que tem utilizado da arte e cultura para enfrentar o racismo e fortalecer suas comunidades. 
No Djumbai ''Conteúdos pedagógicos afro e indígena para a educação infanto juvenil'' Solange Brito trouxe relatos da experiência do Assentamento Terra Vista (Arataca-BA) com a educação do campo, quando em um processo de ocupação de terra nasce uma escola de lona preta, de conhecimento popular e tradicional, que sob muita luta veio a se tornar o Centro Florestan Fernandes. O professor José Carlos (IF Baiano- Uruçuca) discute a etnomatemática a partir das Jóias de Asé, observando códigos impressos no fio de contas como padrão de cores, tamanhos e formas que dizem respeito ao espaço que aquela pessoa ocupa no terreiro, além das contas para trabalhar multiplicação, soma e divisão a partir da identidade dos educandos pretos e de terreiro. Mametu Kafurengá (Valença-BA) ressalta a importância de validarmos o conhecimento de nossos verdadeiros professores, os educadores presentes em nossos espaços religiosos, traz a experiência do Terreiro Caxuté como ponto de partida para repensarmos práticas pedagógicas. O Taata Marinho Rodrigues fala sobre a sua universidade, o Terreiro Matamba Tombenci Neto (Ilhéus), onde aprendeu com os seus doutores e doutoras mais velhos, como a sua mãe Mametu Ilza Mukalê que recentemente recebeu o título de doutora honoris causa, ressaltando que quem ganha com isso é a universidade, pois mesmo com todo legado de conhecimento resguardado pela matriarca, não será dado a ela espaço pra dar aula numa universidade. A professora Flávia Alessandra (UESC) fala de sua caminhada referenciada em suas avós, bisavós, nas escolas de samba e nos movimentos de resistência cultural negra. 

As oficinas movimentaram as atividades das Pedagogingas, teve muita dança, cores, sons, criatividade e trabalho manual. Gisele Soares, Deusa do Ébano 2017 colocou todo mundo pra liberar o rei e a rainha que existe dentro de si através da Dança Afro, trazendo nos movimentos de dança a força, a leveza e a beleza de sermos pretos e pretas. Seguindo nessa pegada, ninguém ficou parado na oficina de Coupé Decalé com Kety Kim, envolvidos nos ritmos contagiantes de Áfrika. A criançada e as crianças grandes também curtiram a oficina de Confecção de Bonecos com Juscely Magalhães, uma prática de artes plásticas a partir de materiais recicláveis. Hugo Xoroquê compartilhou seus conhecimentos sobre a construção de instrumentos com a confecção de miniaturas de tambores sonorizados, que além de tocados podem ser usados como chaveiro e peça decorativa. A Casa do Boneco ficou ainda mais linda e colorida com a oficina de Grafitti realizada pelo coletivo Nova 10ordem, além das lindas intervenções que os artistas Júlio, Bigode, Questão, Dokls e Prisk deixaram em todos os espaços da instituição. Além das oficinas, a Rádio Indaka Obá 88.5 FM é reativada durante o evento, e voltou pra ficar, transmitindo programação musical pra toda a cidade, entrevistas com os participantes, bate papos e poesias.
















































A Noite Cultural do sábado foi embalada com muita música, dança e poesia. Quem abriu os trabalhos foi o grupo Afro Ragga apresentando uma performance de dança, em seguida o DJ Ivan e o MC Bruno Suspeito deram início às apresentações musicais com o RAP do grupo A Rua Se Conhece. Na sequência, os e as MC’s pratas da casa Negus Jorge, Lori Mafoany, Hugo Xoroquê, Bruno Congo com participação de Stella Lagos, Lucas Sarará e Mr Lagos largaram suas pedradas com muito RAP carregado de melanina, o grupo Fúria Consciente mais uma vez abrilhantou a noite cultural também com muito RAP. A poesia ficou por conta dos grupos Resistência Poética e Slam das Minas, trazendo a literatura marginal como forma de denúncia e combate ao racismo e à opressão de gênero. Também marcou presença a artista local DJ Negona, e para fechar com chave de ouro a apresentação de Alfredo Neto colocou todo mundo pra cantar e dançar.





































































A madrugada, como acontece todos os anos, foi de muito trabalho na cozinha já com os preparativos do caruru, uma galera não dormiu cortando quiabo, picando tempeiro, mexendo panela, para deixar tudo saboroso no banquete dos Ibeji e de toda comunidade. Às 5h da manhã, tradicionalmente, a equipe dos quifungueiros já estava ao pé do fogo de lenha preparando as iguarias: feijão fradinho, feijão preto, arroz, caruru, vatapá, xinxin de galinha, milho branco, farofa de camarão, banana frita, acarajé, pipoca, além de balas, rapadura, cana, tudo oferecido no mais rico banquete afro religioso preparado para servir 500 pessoas. Mais uma vez celebramos as nossas divindades africanas com som dos tambores, com festa e alegria, com uma mesa farta de um alimento sagrado e que quando compartilhado nos torna ainda mais fortes. Mais uma vez agradecemos pela vida, pela fertilidade, por nossas crianças, por estarmos vivos e juntos mais uma vez, para que nunca deixemos de estar!































Para que tudo isso fosse possível um monte de gente se mobilizou e trabalhou duro, começando desde a realização dos Canjerês Culturais (Itacaré, Cachoeira, Salvador e Amargosa). A equipe Casa do Boneco desde meses atrás já cuidava e se empenhava para garantir a realização do evento, desde a captação de recursos, infra-estrutura, administrativo, e comunicação, contando com o apoio dos grupos e parceiros em todo processo, os quais gostaríamos de agradecer:

Família Carvalho
Comunidade Rural Auxiliadora
Comunidade Rural Dilma Hooseff
Comunidade Rural ASAJUS
Assentamento Terra Vista
Acampamento Estrela D'alva
ECOBAHIA - Instituto Baiano de Desenvolvimento Ambiental e Sócio Produtivo
Teia dos Povos
Coletivo Nova 10ordem
SINDAE - Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente no Estado da Bahia
SINASEF - Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica
NEABI / IF Baiano - Campus Uruçuca
GAIA - Grupo de Ações Interdisciplinares em Agroecologia
Curso de Licenciatura em Educação do Campo - UFRB Amargosa
Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Cultura de Itacaré
Secretaria Municipal de Educação de Itacaré
Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Agroecologia - ENGA
Bananas Hostel
Pousada Itacaré
Pousada Cristal
Pousada Casa Jorge Amado
Pousada Billabong
Vereador Silvio Humberto
MS Locadora
Biblioteca Comunitária Zeferina-Beirú
Cine do Povo
Baile Pelo Certo
PROS
Comunidade Caxuté
Fúria Consciente
Resistência Poética
Slam das Minas/BA
A Rua Se Conhece
Afro Ragga
Jomária Soledade
Gisele Soares - Deusa do Ilê 2017 
Hundira Cunha - Escola Agrícola Comunitária Margarida Alves
Vivian Oyaci
Kety Kim
Professora Flávia Alessandra
Tata Marinho Rodrigues
Professor José Carlos Dias
Hegair Neves
MR Lagos
Alfredo Neto
Maristela

EQUIPE DE REGISTRO COLABORATIVO:
Nátali Yamas
Fagundes Fotografia
Suama Akoni
Loli Carol Mota

+ fotos em nossa página no facebook
Parte 1:
Parte 2: 



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

OFICINAS DO XVI CARURU DE IBEJI E AS PEDAGOGINGAS


As oficinas desenvolvidas durante o XVI Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, como de costume, trazem diluídos nas mais diversas linguagens - música, dança, literatura - os saberes de Áfrika e da diáspora. São atividades de intensa interação entre os participantes, trocas de conhecimentos, espaço de reconhecimento e de exercício prático do legado artístico-cultural do povo preto, sob mediação dos protagonistas dessa história. Saiba um pouco sobre as oficinas que irão acontecer nessa 16ª edição do evento: 


RAP - YOGI N'KRUMAH
Yogi N’Krumah (Lauro de Freitas- BA) é militante do movimento hip hop desde 1993, atuando em grupos musicais de RAP e desenvolvendo projetos educativos em escolas públicas através desse gênero musical, também dirigiu em duas rádios comunitárias o programa Impacto Hip Hop. Atualmente o rapper integra o grupo Fúria Consciente, fundado por ele em 1998. A oficina incluirá um bate papo sobre RAP abordando questões como histórico, inserção no movimento hip hop, a influência de outros ritmos musicais, a oralidade, além de discutir problemas sociais e raciais sofridos pelas comunidades negras e a importância do RAP como instrumento de luta no combate à opressão. Também trará noções importantes para a escrita no RAP, como composição e versos, dinâmica e sincronismo, dicção, além do exercício prático da escrita musical e dicas de hábitos saudáveis para a voz. 
Vagas: 20 
Carga Horária: 08 horas  


DANÇA AFRO - GISELE SOARES

Gisele Soares (Salvador- BA), coroada Deusa do Ébano 2017 do bloco afro Ilê Aiyê, é professora de dança, agente cultural, diretora geral do conjunto de pesquisa e
desenvolvimento da arte negra Pretan'ça, mentora do Bazar da Deusa, e coordenadora do projeto cultural Negatas. Mãe da pequena Ayomí Zuhri, Gisele vê a dança como um dos maiores e mais profundos atos de libertação.
Na oficina de dança afro ela propõe uma busca ancestral dos descendentes de reis e rainhas afrikanos, buscando aproximar essa ancestralidade através do corpo em movimento, desde crianças à idosos. Para esse trabalho de dança, traz referências dos blocos afros de Salvador - inspirada no mais belo dos belos, Ilê Aiyê- e também algumas noções do ballet clássico, unindo força, autenticidade, e ao mesmo tempo a leveza e delicadeza que toda Rainha trás consigo.
Faixa etária: livre



ESCRITA CRIATIVA - SLAM DAS MINAS

Slam das Minas/BA - poesia feminina, preta e periférica - é um coletivo de jovens mulheres pretas de Salvador (Dricca Silva, Fabiana Lima, Jaqueline Nascimento e Ludmila Laísa) que utilizam a poesia marginal como arma para visibilizar as mazelas que atingem as mulheres pretas, resgatar e disseminar a história do povo preto e impulsionar o protagonismo feminino. As artistas de rua e poetas, em suas apresentações denunciam violências como racismo, machismo, sexismo e lgbtfobia, além de ter como principais características a expressividade corporal e linguagem de fácil entendimento do público em geral. Na oficina de escrita criativa  será oferecida a possibilidade de conhecer aspectos técnicos da poesia e colocá-los em prática por meio da produção de textos, percebendo a presença da literatura e da poesia no cotidiano, refletindo sobre o protagonismo de nossas próprias histórias e exercitando a transferência dos sentimentos para o papel. Com isso pretende-se estimular nos jovens a criatividade e o gosto pela escrita, e também provocar reconhecimento das identidades e promover auto-estima. 
Faixa etária: de 10 à 15 anos 


POPPING (HIP HOP) – LUCAS LEMOS
Atualmente cursando Educação Profissional Técnico de Nível Médio em Dança pela FUNCEB, Lucas Lemos é dançarino de Funkstyles e estudante de danças de rua desde 2006, também é ativista multiplicador da cultura hip hop como membro de coletivos e realizador de eventos culturais em SP. 
A oficina trará uma perspectiva das danças urbanas que procura ajudar no desenvolvimento do participante como indivíduo coreopolíticamente inserido nesta sociedade. A aula procura ampliar a consciência corporal e possibilitar autoconhecimento através dos diversos estilos de dança dos anos 70 que vem se desenvolvendo até os dias de hoje. Os Funkstyles, sendo o Popping apenas uma das danças, inclui-se na Cultura Hip Hop que tem como base a paz, o amor, a união, a diversão e o respeito, objetivando a interação, empoderamento e reconhecimento das identidades onde ela é feita.
Faixa etária: 10 anos de idade até 60.

EXPLORAÇÃO PARA O MOVIMENTO – CLAUDIA VEGA 
De nacionalidade chilena, Bacharel em Artes na Universidad Academia de Humanismo Cristiano, Cláudia Vega é dançarina há 13 anos com formação profissional em Técnica Acadêmica, Moderna e Contemporânea. Ela viajou o Chile em projetos sociais itinerantes em torno das danças nas áreas rurais, como em
Santiago (capital), na criação de escolas comunitárias gratuitas, também atua como intérprete em companhias e grupos de dança. 
O aula busca gerar as ferramentas da auto-descoberta como no coletivo do espaço e do corpo, usando as várias possibilidades de energias que podemos entregar ao corpo, bem como as dimensões espaciais que podemos descobrir a nossa volta. A ênfase dessa aula é permitir uma maior segurança e compreensão do corpo dos participantes, de modo que sua qualidade de vida seja afetada de forma positiva e saudável, que por sua vez, a compreensão do espaço social facilita para que possamos melhor nos dispor coletivamente. Serão usados os princípios da Coreutica e da Eukinetica, provenientes da Dança Moderna, treinamento somático em biomecânica e princípios contemporâneos, e estudo teórico da psicologia do corpo, em torno do corpo brasileiro e da diáspora africana.

PERNA DE PAU - JÓ
Dando seguimento às práticas de arte circense infanto-juvenil da Casa do Boneco, mas também aberto ao público adulto, a oficina de perna-de-pau busca abordar essa técnica muito utilizada pela arte milenar do circo, e que hoje se ramifica em várias funcionalidades, desde a utilização midiática, como em manifestações culturais, desfiles e cortejos. A Casa do Boneco tem mais de 15 anos de experiência com prática de artes circenses, que também serão abordadas e discutidas na aula. A instituição dispõe dos equipamentos necessários para a realização da oficina, com pernas de pau construídas com material resistente, leve e confortável. Recomendamos que as participantes venham com roupas confortáveis e propícias à essa prática, como shorts e calça legging. 




ENCOURAMENTO E AFINAÇÃO DE TAMBORES - HUGO XOROQUÊ
O tambor é um instrumento musical de grande importância cultural para os povos africanos e seus descendentes em diáspora, elemento presente nas mais diversas celebrações, ritualísticas, além de ser o princípio da comunicação. Vindo do berço africano, esse instrumento hoje encontra-se presente em todos os continentes em suas variadas culturas, sendo assim um objeto reconhecido universalmente.
O objetivo desta oficina é ensinar aos participantes como encourar e afinar tambores, segundo os princípios africanos de amarração utilizando materiais de baixo impacto ambiental, bem como o manuseio das ferramentas e técnicas ancestrais. Hugo Xoroquê é percussionista e construtor de tambores, adquiriu saberes compartilhados dos mestres e mais velhos ao longo da sua vivência na Casa do Boneco, praticadas e aprimoradas ao longo de toda sua vida, hoje é fundador da marca Oraniã- instrumentos percussivos bioartesanais. 


COUPÉ DECALÉ - KETY KIM
Coupé Décalé é uma dança urbana africana, nascida do intercâmbio da diáspora marfinesa em Paris e na própria Costa do Marfim, por volta dos anos 2000. Além de raízes no Zouk e no Zouglon, tem muita percussão, arranjos milimétricos de guitarras dedilhadas e graves profundos. Coupé Décalé traduzido para o português significa o corte do ritmo, pois trabalha com a percepção corporal do tempo da música através de movimentos rápidos e precisos, onde há o "corte do ritmo", melhora a mobilidade física, trabalha respiração, aumenta flexibilidade corporal, desenvolve coordenação motora e flexibilidade, além de aflorar os conhecimentos em ritmos africanos. 
Kety Kim (Salvador), é pesquisadora há 10 anos em danças do oeste africano, e em 2011 realizou uma expedição de 1 ano entre o Senegal e Guiné Conacri estudando danças e ritmos tradicionais e modernos, desde então compartilha seus conhecimentos na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. A oficina mescla o Coupé Décalé com músicas de ritmos brasileiros análogos, como as guitarras baianas, por se tratar de uma dança a princípio simples e contagiante,é para todos os biotipos corporais e para todas as idades, inclusive crianças, idosos e pessoas com dificuldades motoras.Ninguém vai conseguir ficar parado/a!

CONFECÇÃO DE BONECOS - JUSCELY MAGALHÃES
 O mamulengo é uma modalidade de teatro de bonecos de origem popular que nasceu no estado de Pernambuco e, depois espalhou-se pela região norte e nordeste do Brasil.O teatro popular apresenta personagens inspirados na cultura do povo. O mamulengo envolve várias técnicas do teatro de bonecos: bonecos de luva,de fio, de vara, e misto fios e varas, podendo ser confeccionado com diversos materiais como cabaça, papel machê, papietá, espuma dentre outros. Nesta oficina estaremos trabalhando com material reciclado utilizando a técnica de luva, onde a manipulação é feita de baixo para cima. A ação dramática do mamulengo é feita através de pequenas peças, acompanhadas e entremeadas de muita música, dança e improviso. O objetivo dessa oficina é levar os participantes à prática das artes plásticas, reciclando materiais na confecção dos bonecos, bem como da ação cênica, finalizando com a apresentação de uma pequena peça produzida pelos participantes. Juscely Magalhães é arte-educadora, produtora cultural e membro co-fundadora da Casa do Boneco de Itacaré. 







terça-feira, 26 de setembro de 2017

PROGRAMAÇÃO XVI CARURU DE IBEJI E AS PEDAGOGINGAS


Saiu a programação do nosso evento, então fique por dentro e se organiza pra participar, esperamos por vocês!

Para participar se inscreva aqui

Informações: (73)9 9129-7924 - zap








terça-feira, 5 de setembro de 2017

Inscrições para o XVI Caruru de Ibeji


Atenção tod@s interessad@s em participar do XVI Caruru de Ibeji e as Pedagogingas !

Estão abertas as inscrições!


Instruções:


 1- Preencha o FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO com as informações solicitadas e confirme o pagamento da sua inscrição enviando o comprovante por email ou Whatsapp ( contato abaixo ).

2- Tem interesse em comercializar produtos durante o evento? Preencha o Formulário para Expositores, confirme o pagamento da sua inscrição enviando o comprovante por email ou Whatsapp ( contato abaixo ) e garanta sua barraca. Obs: essa inscrição garante sua participação no evento. Encerram dia 15 de setembro, vagas limitadas!

3-  A Casa do Boneco não dispõe de recursos para hospedagem, priorizando convidadxs, mestres e mestras, os demais participantes devem arcar com seu transporte e hospedagem.

4- O evento acontecerá, como nos anos anteriores, na sede da CBI (Rua Praia da Concha, nº 41 na ladeira da Concha, em frente a feirinha de artesanato).

5-  Brinquedos, livros e alimentos serão recolhidos no ato do credenciamento.

6-  Tod@s devem trazer seu kit alimentação (prato, copo e talheres).

7-   Em breve será divulgada a programação completa do evento.


Envie seu comprovante de inscrição e/ou tire suas dúvidas:

E-mail caruru.pedagogingas@gmail.com
Fone/whatsapp (73)99129-7924
Fan Page: https://www.facebook.com/CasaDoBoneco/
Contribua com nossa Vakinha e fortaleça.



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Vakinha XVI Caruru de Ibeji e as Pedagogingas


QUEM CONTRIBUI COM A GENTE, COMPARTILHA COM O POVO TODO!

FAÇA SUA DOAÇÃO EM NOSSA VAKINHA CLICANDO AQUI: https://www.vakinha.com.br/…/xvi-caruru-de-ibeji-…/contribua

Continua a nossa campanha de arrecadação para o banquete comunitário do XVI Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, a nossa celebração cultural dedicada à infância e à construção de uma cultura antirracista.Contribua, com a certeza de que sua ajuda vai fortalecer concretamente essa festa da fartura e da auto-estima do povo preto. Sua doação vai ajudar a encher nossas panelas com o amor pan-africano que transborda de nossa herança!
Para aqueles que prefere fazer uma doação direta segue os dados bancários:
Banco do Brasil
Conta Corrente 8065-9 -
Agência 4105-x
ou
Caixa Econômica Federal
Conta Corrente 4643-0 -
Agência 4668 -
Op 013
Daniele dos Santos de Jesus

Informações:

(73)9 9129-7924 
caruru.pedagogingas@gmail.com

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sábado, 26 de agosto de 2017

XVI CARURU DE IBEJI E AS PEDAGOGINGAS: A Escola do Tambor


Pelo 16º ano a Casa do Boneco convida a todo povo preto para seu grande encontro anual, o Caruru de Ibeji e as Pedagogingas. Entre 28 de setembro à 01 de outubro reuniremos mais uma vez os diversos saberes herdados dos nossos mestres e mestras, para assim, reafirmar um modelo de educação que nos contemple enquanto povo descendente de Áfrika, que valorize nossa história, cultura, nossa forma de ver e viver o mundo. Convidamos as famílias, organizações comunitárias, movimentos sociais, educadores, estudantes, de criança à idoso, para construir e vivenciar a Escola do Tambor.

O tambor é um elemento central ao falarmos de processos educativos afrodescendentes, a sua presença e musicalização é primordial em quase todas as atividades da cultura de matriz africana, nas ritualísticas do candomblé, no samba de roda, na capoeira, nos folguedos, além de ser um complexo meio de comunicação, capaz de transmitir mensagens a longas distâncias através de códigos. O tambor ativa nossas memórias, corporeidade, musicalidade, espiritualidade, é, portanto, símbolo e referência ancestral, ao entendermos que nos educamos também a partir de nossa cultura. 

No sistema de educação formal frequentemente prevalece uma visão ocidental de branca do conhecimento, ocultando a Áfrika enquanto berço da humanidade e dos mais diversos conhecimentos, cujas civilizações produziram sistemas de linguagens, geometria, astronomia, medicina, artes, espiritualidade, cultura, complexos sistemas políticos, de relação humana e com a natureza. Mesmo com a implementação de leis como a 10.639 e a 11.645 que obrigam o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, na prática pouco se avançou no combate ao racismo no sistema educacional formal. 

A Escola do Tambor nasce da necessidade de domínio e transmissão de conhecimentos, uma escola do saber ancestral que possa reunir as mais diversas ciências e as multiplicar com linguagem acessível, que dialogue com a realidade dos afrodescendentes a quem essas informações devem prioritariamente chegar. Ao buscar despertar a ancestralidade afrodescendente num contexto de diáspora, queremos nos voltar aos valores que foram negados e suprimidos pela colonização, para assim nos fortalecer enquanto povo e garantir nossa existência (física, espiritual, política, simbólica) neste território em que a 517 anos resistimos. 
Contribua com a vakinha do evento acessando o link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/xvi-caruru-de-ibeji-e-as-pedagogingas  

SERVIÇO
O quê: XVI Caruru de Ibeji e as Pedagogingas
Tema: A Escola do Tambor
Data: De 28/09/17 à 01/10/17
Onde: Casa do Boneco de Itacaré
Contato: caruru.pedagogingas@gmail.com                                                                                              
Whatsapp: (73)9 9129-7924 / 8118-5280
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