domingo, 16 de outubro de 2016

Confira como foi o XV Caruru de Ibeji e as Pedagogingas!!

Mukuiu!
Motumbá!
Kolofé!
Awrê!


Agradecemos a Exú, MPombon'gira e a todxs os Orixás e Nkisis por mais uma vez permitir e colaborar para a realização de mais um evento, o XV Caruru de Ibeji e as Pedagogingas, que aconteceu de 22 a 25 de setembro de 2016, com o tema Badjudas e “Novinhas”: as imagens da menina preta. ''Badjuda’’ é um termo do idioma kriol guineense comumente utilizado para designar a mulher jovem. ''Novinha’’ é um termo falado no Brasil, que foi apropriado e disseminado de forma pejorativa, sobretudo em determinados gêneros musicais, se referindo às meninas.


O evento começou com a primeira atividade da programação religiosa, com membros da CBI oferendando e pedindo permissão e proteção às forças espirituais ancestrais que nos protegem. Essa programação seguiu durante todo o evento sendo coordenada pelo Tata Muanzakiazenji e seus filhos Mam'etu Mbanze Malunda, Taata Kitala Muzingwe, Muzenza Kimbia Lumba, Kiledi Nátali, Kanbono Jorge, Kanbono Robson, Ndumbi Suama e os bebês Lorenzo e Dandara (Casa das Águas) com a participação de Mam'etu Kafurengá, Tata Luangomina, Mam'etu Odemina e Caxutelê (Terreiro Caxuté).




 No dia 22 de setembro, à noite, aconteceu a Mesa de Abertura do XV Caruru e as Pedagogingas, com o tema: “As Imagens da Menina Preta”. Mestre Jorge Rasta representando a Casa do Boneco de Itacaré, deu as boas vindas ao evento e à Casa e convidou às reflexões acerca do tema do Caruru este ano (Badjudas e “Novinhas”: as imagens da menina preta). Em seguida, Mam'etu Kafurengá contou sobre a sua experiência na Comunidade do Caxuté,  onde funciona a Escola do Terreiro que é a primeira Escola de Religião e Cultura de Matriz Africana do Baixo Sul da Bahia que quebra paradigmas burocráticos da Educação Formal e imbuem-se do papel de ofertar uma Educação focada na ancestralidade, valores de Terreiro, luta antirracista e empoderadora das crianças da região.                      
                   
Carla Antelante,  amiga da CBI,  sugeriu algumas reflexões acerca do atual modelo educativo em boa parte das escolas formais atuais que não contemplam as meninas (e meninos) pretos, e vem destruindo seu processo de empoderamento e construção identitária, sem que as famílias e comunidades se dêem conta ou mesmo estejam preparadas para lidar com essa realidade cruel.                      
Esse foi mais um passo na discussão do modelo CBI de Educação antirracista e preta e da oficialização de nossa Escola Preta CBI

Com a colaboração de vários movimentos sociais, grupos, coletivos, bandas musicais, amigxs e parceirxs, pessoalmente ou via internet, o tema foi discutido transversalmente nas oficinas, apresentações culturais, intervenções e sessões de cineclube, abordando o desrespeito a esse gênero e faixa etária. Mediante esses fatos observamos também o formato da educação eurocêntrica que tendencia à inferiorização e exploração sexual da mulher, assim como a ineficácia da lei10639/03 (que determina o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas) no que diz respeito ao empoderamento dessa geração.

Entre os dias 22 e 24 de setembro, aconteceram:

Oficinas:

- “ Como ser novinha numa sociedade tão...” facilitada por Naiara e Joyce do Koinonia;
- Confecção de Bonecos com Cabaça – facilitada por Mestre Elias Bonfim;
- Grafite: TrollBox – por Julio Costa e Bigode Musas;
- Confecção de Instrumentos Musicais – por Hugo Xoroquê;
- Confecção de textos para Teatro de Bonecos – por Lori Mafoany e Juscely Magalhães;
- Breakdance – por Philipe Estevão ( FUNCEB );
- Ragga – Natali Ávila( FUNCEB);
- Contação de Histórias com a escritora Meire Cazumbá sobre o livro: Histórias da Cazumbinha;
- LÍNGUA , CULTURA E RELIGIOSIDADE BANTU– por Tata Muanzakiazenji( Casa das Águas);

Intervenção de Grafite com:

- Julio Costa - Musas
- Bigode - Musas
- Carlos Alberto ( Dokls ) GL8
- Rebeca Lawinsky ( RBK) - Risca Mina
- Maô e Maycon – Minha Vida
- Ludmila Singa – Crew Donas do Rolê ( DDR )
- Lucas – Biblioteca Zeferina
- Lucas – Resistência Poética

Intervenções musicais e poéticas::

- Banda Fúria Consciente;
- Banda Unidade Eu e Eu
- Sena de Quadra
- Banda Zela Plante
- Lori Mafoany
- Negus Jorge
- Grupo de Poesia Resistência Poética
- Diego Dias
- Rita Pinheiro

Nosso carinho e agradecimento caloroso a nossxs colaboradores que também contribuíram diretamente para a realização deste grande evento:

- Coletivo Casa Preta
- Assentamento Terra Vista
- Ecobahia
- Teia dos Povos
- Aldeia Baixa Alegre
- Ifbaiano – Campus Uruçuca
- SINASEFE
-SINDAE -- Sindicatos dos trabalhadores de distribuição de água e esgoto
- GAIA
- Pousada Navio
- Banana's
- Pousada Papa Terra
- Mais Que Nada
- CIMI
- Coletivo Aqui Há Voz
-Visão Mundial
- Mestre Fuscão – Espaço cultural de Itinga ( Lauro de Freitas )
-Cátia Sileide - Kizomba é Vida ( Salvador )
– Everaldo Cruz - Caverna Cultural ( São Caetano – Salvador )
- Marcos Figura
- Zenabe
- Tony Borgens
- Nego
- Professora Joselita
- Zé da Farmácia
- Professora Aline Mimoso
- Carla Antelante
- Roqueval ( Kiki ) e Família
- Meire Cazumbá

Às Fotógrafas e Fotógrafos

- Carla Candace
- Suama Akoni
- Lilian Arauto
- Julio Costa
- Lua
- Juan
- Rayana
- Mateus Albuquerque

E a cada um e cada uma que contribuiu em nossa campanha de financiamento colaborativo no Benfeitoria:


Carla Antelante
Juliana Machado
Diego de Albuquerque Oliveira
Izadora S. Guedes
Arthur Leandro
GIULIANO djahjah
Alcione Silva
carleno nascimento
Adriana Silva
Uelber Barbosa Silva
Edgard Piccino
Alexandre Cerqueira
Maria Aparecida Nunes Mesquita
Lidimara dos Santos Marques da Silva
Camilo Prates
Aline Areia Almeida Mimoso
Adriano Belisário
BRENO S TEIXEIRA
Alejandra Vargas-Johnson
Paulo Mutaokê Magalhães
Regina Carvalho
KAREN OLIVEIRA CRUZ
solange drago
Lidia das Vestes
Nessyta Lopes
Jules Batista Soares
Verônica Pragana Ferraz
Roqueval Fonseca
Quênia Barreto
angel rodriguez
Ronara Criola
Pablo Martins Carneiro


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